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A cruz de Adolf – ou De como um símbolo sagrado virou sinônimo do mal nas mãos do Führer*

Em tempos de recriação da Arena e de bbb, lembrei de uma outra edição do programa em que o Marcelo Dourado participou (e ganhou). A saber, o Marcelo é conhecido da Patrícia, foi namorado de uma amiga dela de juventude e esfregou o Sagrado Manto Colorado na cara da globo quando ganhou o bbb. Uma das polêmicas em que ele se envolveu durante o programa (parece que foram muitas) diz respeito a uma suástica que ele tem tatuada. Parece que ele tentou explicar as coisas, mas não foi entendido.

Tempos atrás descobri um livro muito legal, que está referido ao final da transcrição, que continha esta passagem, e que talvez explique o que o Dourado não conseguiu:

“A VERDADE SOBRE A SUÁSTICA  

 

Esta cruz – falou Tsarong – é um dos mais antigos símbolos sagrados do Oriente. Os budistas chamam-na ‘Wan’. Nos templos tibetanos é comum encontrarmos este símbolo, gravado nos portais ou nas pedras. – Na Índia, também podem ver a Suástica sobre a cabeça da serpente Ananta, no Templo de Ouro, em Amritsar – falou Vessantara. Os brâmanes chamam a Suástica de Cruz Jaina. – Aliás, existem duas Suásticas – retrucou Tsarong. Uma positiva e outra negativa. Ambas são sagradas,  sendo que a positiva é usada pela magia branca e a negativa pela magia negra. – E qual a diferença entre ambas? – perguntei, sumamente interessada.

 

 

 

Apontando para o desenho que o velho estava traçando no chão, Tsarong disse: – Repare, aquela á positiva. Tem os braços dobrados no sentido dos movimentos dos ponteiros de um relógio. A negativa é o contrário. A positiva representa o contínuo movimento das fôrças do Cosmos. Simboliza a rotação da Terra nos eixos do mundo, porque as linhas que se cruzam significam o espírito e a matéria perfeitamente equilibrados. Aplicada ao homem, representa o elo entre este e a divindade, emblema de que o Criador está na humanidade e está no Criador, como as gôtas de água no oceano. – então Hitler usou a Suástica positiva? – indagou Pierre Julien. – Sim, meu amigo – retrucou Vessantara -, Hitler era um grande mago negro e sabia o poder da Suástica oriental. Por isso escolheu como símbolo a Suástica positiva, apenas inclinou-a a 45 graus, tornando-a um símbolo maléfica. Basta que você examine as fotos da guerra e compare-as com a Suástica positiva. O movimento dos braços é idêntico. Hitler degradou este poderoso símbolo e pereceu vítima da sua própria maldade. – Mas como conseguiu tornar a Suástica positiva maléfica, apenas com a inclinação de 45 graus? – perguntei perplexa.

 

 

Vessantara esboçou um leve sorriso e respondeu: – Bem… para explicar isto teremos que entrar no campo da Astrologia. Segundo os entendidos, a cruz positiva, colocada no círculo do Zodíaco sobre a influência dos planetas, está iluminada pelo Sol, que é o doador da vida, positivo, masculino e gerador da fôrça. Se esta mesma cruz for inclinada 45 graus, tal como fez o déspota alemão, sai da casa do Sol e entra na casa da Lua, que é feminina, negativa e criadora das forças maléficas.* – Mas o senhor tem certeza de que Hitler usou mesmo a cruz positiva? – perguntei um pouco incrédula. – Absoluta – respondeu Vessantara serenamente. –Êste foi um dos símbolos que mais estudei na Índia, e muito me surpreendeu observar a Cruz Jaina positiva como símbolo dos nazistas. Sei que alguns estudiosos ocidentais pensam que Hitler usou a Suástica negativa, mas estão errados. Nas inúmeras fotos publicadas nas revistas da época podemos constatar isto perfeitamente. O velho pastor terminou de desenhar a cruz suástica no chão e fez sinal para um môço alto e robusto, que estava à sua direita. O rapaz aproximou-se. Vestia uma túnica de sêda carmesim sobre umas calças fofas, que terminavam escondidas sob as longas botas de couro vermelho. Na cabeça, tinha um barrete de pele de castor. Sentando-se sobre a cruz, ele cruzou as pernas, pousou as mãos sobre os joelhos, cerrou os olhos e começou a cantar. Sua voz era clara e varonil. Subia através do ar dividindo brandamente as palavras da canção. Soubemos que era uma oração mística, cuja origem era impossível saber. Quando terminou de cantar, houve gritos e vivas de todos os presentes. Então, a uma ordem do chefe, começou uma farta distribuição de ‘cheng’, cerveja nepalesa feita de milho e servida em altos cilindros de bambu, chamados ‘paips’. Havia, também, vinho indiano, montanhas de bolos de mel e inúmeros outros quitutes estritamente vegetarianos. Mas não havia ordem. O povo avançava em tudo com verdadeira alegria. Muitos até lambuzavam as vestes e riam contentes. Após o banquete começaram as danças. Um grupo de moças e rapazes dançou em volta da grande fogueira. Cascatas de fitas coloridas flutuavam em seus capacetes dourados. Cada um trazia na mão uma flauta, que simulavam tocar. A música era exótica e harmoniosa. As môças usavam máscaras de deusas tutelares. Aliás, em quase todas as danças asiáticas, os dançarinos atuam mascarados. Isto porque acreditam que a máscara ajuda-os a elevarem-se da sua consciência do EU, libertarem-se de si mesmo a lcançar o êxtase divino. Cêrca de duas horas da manhã terminou a festa. Apesar do cansaço, nenhum de nós percebeu que o tempo passara tão depressa. E assim, regressamos ao palácio do Rajá, levando nos olhos a beleza agreste daquela festa bizarra aos pés dos montes Himalaia. Soubemos mais tarde, através das declarações do célebre astrólogo húngaro, Louis De Wolh – que foi Chefe do Escritório de Investigações Parapsicológicas de Londres e, logo, Capitão do Exército Britânico, graças à proteção de Lorde Halifax – que ‘Hitler se interessava profundamente pelas ciências ocultas e, em especial, pela Astrologia’. Apesar da Astrologia profissional ser proibida pelo governo alemão, soube-se que Hitler, extra-oficialmente e para uso próprio, mantinha uma plêiade de grandes astrólogos trabalhando para ele. Os demais astrólogos que vivam na Alemanha foram perseguidos e a maioria executada, pois as suas previsões astrológicas poderiam vir a prejudicar a propaganda política de Hitler. Conta Louis De Wolh que antes da II Grande guerra morou vários anos em Berlim  e lá fez amizade com Maximiliam Bauer, que era o astrólogo favorito de Gustav Stresseman, Ministro do Exterior da Alemanha. Através de Bauer, Louis De Wolh soube de várias coisas interessantes sobre o Fueher. Entre outras coisas, que ‘a sagrada cruz suástica dos antigos orientais foi escolhida por Hitler para símbolo do Nazismo, sob a influência de uma lama tibetano do Mosteiro de Tulung Tserpung, conhecido como um dos maiores redutos de magos negros do Tibet’. Soube também que em 1923, quando Hitler ainda era desconhecido do povo alemão, certa noite ao sair da famosa Cervejaria de Munique, onde se reunia com amigos para falar sobre política, Hitler encontrou-se com Aub, um velho mago muito conhecido em Munique como vidente. Em companhia de Aub estava um lama tibetano vestindo o hábito vernelho típico da sua seita. Aub conversou com Hitler por algum tempo e logo este segui-o à sua residência. Desde então, consta que Hitler foi iniciado nas ciências ocultas por Aub e o misterioso lama tibetano. Na primavera de 1940, Louis De Wolh publicou em Londres um estudo sobre o horóscopo de Hitler, no qual diz o seguinte: ‘A morte de Hitler será de natureza saturniana, ou seja, uma morte por envenenamento, ou prostração nervosa, ou quiçá se trate de uma morte misteriosa que nunca será esclarecida’. Mais tarde, num dos seus livros, intitulado ‘Astros, guerra e paz’, Louis De Wolh declara: ‘Após o trágico desaparecimento de Hitler – previsto por mim em 1940 – foi constatada a presença inexplicável de alguns lamas tibetanos da seita do chapéu vermelho nas cercanias de Berghof, o palácio montanhês de Hitler, na costa de Obersalzberg. Estes lamas foram presos, mas apesar de toda a vigilância das autoridades policiais, desapareceram misteriosamente da prisão e jamais foram encontrados’. É possível que este fato venha ao encontro das afirmações do astrólogo alemão Maximiliam Bauer de que Hitler, realmente, foi iniciado nas ciências ocultas por um lama tibetano do Mosteiro de Tulung Tserpung, situado perto de Lhasa.” (SING, Chiang. “Mistérios e magias do Tibet – Revelações do ocultismo tibetano, tal como foram observadas pessoalmente pela autora, a primeira mulher brasileira que êsteveentre os místicos e os magos do Tibet”. Rio de Janeiro. Ed. Rodemar. 2ª edição. p. 10-13). (Grifos meus.) (Grafia original.)

*Publicado originalmente no blog Na Cidade de Cabeça pra Baixo, em 9/1/2013.

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